A Oktoberfest (que não fica em Igrejinha)
Bueno, com essa estratégia, nosso plano era ficar 5 dias nas Ilhas Gregas. Lá encontramos o Gui, a Elisa e a mãe dela. Tava tão bacana que quando vimos já estávamos há uns 11 dias. Então tivemos que sacrificar Praga e Budapeste (que eu prometi pra Camila e também pro Jr. que ainda vou visitar antes de voltar). Foi então que por nada, um alemão lá na Grécia apareceu e deu a luz: disse que era de Munique. A primeira coisa que veio em minha cabeça, obviamente foi Oktoberfest. Ele disse o evento tinha recém começado e iria até o fim de setembro (não me perguntem porque não é em outubro). Então diretamente depois da Itália chegamos em Munique pra passar dois dias doentios. Pra quem não sabe a Oktoberfest é a festa mais tradicional da Alemanha, eles comemoram um casamento que tava há sei lá quanto tempo atrás com um único objetivo: cair de tanto beber chopp.
PRIMEIRO DIA:
Era um sábado, o dia mais forte. Chegamos perto do meio-dia e todos os albergues estavam lotados. Tinha um que outro cobrando os olhos da cara, preço absurdo mesmo. Daí um americano que alugava bicicletas lá disse que tinha um albergue improvisado na casa dele por um preço justíssimo. Fomos. O cara era uma figura, qualquer mulher que passava, tipo uma com cem quilos, ele falava “Look that Ass! Amazing”.
Chegamos no imenso parque há uma da tarde, e todos nos alertaram que era tarde. E de fato era, as 15 mega cervejarias estavam lotadas, tivemos que ficar com uma multidão nas mesas da rua. Tinha bastante turista, mas a grande maioria era de alemães, todos naqueles trajes típicos, muito engraçado. Nós estávamos de estômago vazio, mas fomos no embalo e cada um pediu um chopp de, sei lá, quase 2 litros. Não preciso nem dizer que o Rica ficou bêbado até o fim da noite com isso. Eu ainda tomaria mais três ou quatro durante o dia sem nada comer, o que ao final fez eu me encontrar num estado lindo (O Rica fez um videozinho, tenho que aprende a cria um link e tal). A gente azucrinou na tarde, ficamos amigos de uns brasileiros e tal, e mais pro final da tarde, finalmente entramos em uma cervejaria.
SEGUNDO DIA:
No domingo o Rica preferiu ir conhecer um campo de concentração nos arredores de Munique. Eu preferi ir pra farra de novo. Dessa vez, cheguei cedinho, umas 9 da manhã e sentei só numa mesa. Depois de um tempo, uma família alemã muito simpática sentou comigo e começaram a virar comigo. A cada quinze minutos mais ou menos, as bandinhas alemãs param a música e começa meio que toca um hino, que fala só em “prost”, que é saúde, e todos brindam. Bem bacana. Mas o hino da galera mesmo, em que cada grupo de amigos bêbados cantava, era o refrão daquela canção clássica “Heeeeeey, hey baby! HAAA!, I wanna knoooooow if you be my girl”.Dessa vez não quis cometer o erro do dia seguinte, pedi a mesma coisa que o avô da minha mesa (o cardápio indecifrável) e veio uma típica galinha de televisão de cachorro. Pouco depois do meio-dia a família foi embora e eu já estava legalzito. Mais tarde fiquei amigo de uns italianos, fumamos uns charutos (eu tava com a minha camisa do Don Corleone) e a festa continuou divertida. Minha memória fica um pouco nebulosa, mas por nada tenho uma foto com uma mins extra gata que realmente não me lembro de ter falado. Mais pro fim, eu liguei de um orelhão pro Rica e ele pintou lá a tempo ainda de fazer história. Conhecemos duas gurias que também gostavam de beijar gurias, e aí vamos ficar por aqui que esse texto já ta monstruoso. Moral da história: Oktoberfest em Munique? Eu recomendo.













