Caipirinha & Castanholas

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Adiós al "Niño"

Nesse exato momento faz zero graus aqui em Salamanca. Sorte do meu grande companheiro de viagem, o estimado Ricardo Antonio Sefton Aquino, que deve estar dormindo no avião e chegará em poucas horas no verão brasileiro.
Já estou sentindo falta do irmão. Foram mais de cinco meses nessa epopéia européia (putz, que rima podre), enfrentando algumas roubadas, mas curtindo pra caralho momentos inesquecíveis, seja em Salamanca, na Ilhas Gregas, em Veneza, Munique, Paris, Barcelona e em outros tantos lugares. Dizem que as pessoas que a gente pode contar e confiar para a vida toda se conta nos dedos da mão. Buenas, não tenho dúvida que o Rica é uma delas. Apesar de algumas diferenças, como eu ser colorado e ele gremista, ou eu ser apaixonado por cerveja e ele por chocolate, fizemos uma dupla boa. Ontem pouco antes de ele partir, estávamos conversando aquele velho papo que todo mundo que viaja um tempo diz, que volta com outra cabeça, outra visão de mundo e tal. E o pior (ou melhor) é que é a mais pura verdade. Nas palavras do Rica mesmo, o cara quando se dá conta dá imensidão do planeta, pára pra pensar nas vezes que se estressa com pequenas besteiras na sua rotina, que na verdade não tem a menor importância. Mas isso aí, sigo tocando o barco espanhol e desejo toda sorte do mundo para “El Niño”. Valeu, irmão!

Nevasca em Paris.

Na viagem com meu pai, com os macacos em Gibraltar.


Noite Feliz (gracias, Torto)


Com a equipe brasileira de Atletismo em Siena.


Dupla Gre-Nal no Camp Nou.


Na despedida do Rica, junto com o Canário. A festa explodiu de gente.
Greek Islands.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

MAIS COISAS BIZARRAS E/OU ENGRAÇADAS

- Adivinha quem é o garoto propaganda do Trident aqui na Espanha? Sim, ele mesmo, Ronaldinho Gaúcho. Em quase todas as paradas de ônibus ta lá a foto dele com um pacote de trident na mão. Só faltou o título “compre Trident e fique com os dentes iguais aos do Ronaldinho”.

- O nome da funerária de Salamanca é La Dolorosa. Tá certo.

- É difícil de acreditar, mas para a maioria dos europeus o Maradona é melhor que o Pelé. E não adianta argumentar. Pior foi quando veio a mãe e a tia argentinas de nossa companheira de apê. Quando dissemos que o negrão era o melhor do mundo, a mãe caiu na risada e a tia séria falou pra ela “pior que eu já ouvi isso uma vez”.

- Por nada, nas lanchonetes de fast food de toda Europa, tu pode pegar ketchup e mostarda a vontade. Mas maionese tem que comprar por uns 20 centavos de euro em média.
Essa é da série piadas prontas. O jogo da moda aqui se chama Sodoku, um lance japonês de coloca uns números em ordem e tal, que tá meio que substituindo a palavra-cruzada nos jornais e revistas. Imagina um repórter perguntando pra alguma atriz famosa “tens algum hobbie?” E ela responde sem pestanejar “Sodoku”. Bacana.

Domingo, Janeiro 15, 2006

Uma Viagem do Barulho

Tamo de volta na praça. A viagem foi do caralho, grandes momentos e boas roubadas como não poderia ser diferente. Aí vai um pequeno resumo do que rolou, por que eu to seqüelado demais pra me alongar.

PARIS – Começamos com azar, o Gabriel torceu o joelho num museu (????), e ficamos umas 6 horas no hospital. Ele ficou o resto da viagem de muleta e eu tendo que carregar duas malas. Foda. Enfim, Paris continua a mesma, uma cidade incrível, linda, com milhares de coisas pra ver e pra fazer e onde tu é tratado que nem merda por franceses fedorentos.
O Reveillon foi histórico. Fomos numa noite extra forte (e extra cara), com mil pistas e mil andares (pobre Gabriel aleijado) e tudo liberado. Rá! Enchemos a cara e fizemos o que deveria ter sido feito. Inclusive gritamos muita besteira, cuja pérola foi “Buon Ani, Chupa Aqui”. Buon Ani significa Feliz Ano Novo em francês. Chupa aqui eu não sei o que significa em francês.
Depois daí Rica se toco pra Salamanca e Torto para Londres.

AMSTERDAM – Censurado.

EDIMBURGO – Uma cidade bacana, com um castelão no centro e muita loja vendendo saia e gaita de fole. Eu e o Gabriel (Dudu ficou dormindo no albergue) fomos na Igreja que aparece no final do Código Da Vinci, a Igreja dos Códigos. Bacana.
Fizemos também uma noite bem forte e uma outra bem... deixa pra outra hora.

LONDRES – Fomos pra casa do Torto (nosso guia, imaginem). Vimos as coisas turísticas (o Dudu ficou dormindo no apê) como Big Ben, que não passa apenas de um relógio e o Palácio de Buckingham, sei lá como se escreve, que eu particularmente achei feio, mas fiz um filmezinho em homenagem ao Tavinho, o Príncipe. Eu curti a ponte que tem lá e também a vista da maior roda-gigante do mundo.
A noite foi casca também, Londres não deixa a desejar nada neste quesito. O foda foi que nos três ficamos doentes pra cacete no último dia, febre, garganta estourada (resultado de um frio do cão da rua e um calor da Bahia no nosso apê, devido a um aquecedor filho de uma égua).
Pra fechar com chave de ouro, perdemos o check in por 10 minutos e tivemos que ficar 19 horas no aeroporto. Tenho que admitir que já dormi noites melhores na minha vida. Pela manhã, nosso novo vôo atrasou mais duas horas. Beleza.



Agora estou em casa novamente, Salamanca, a cidade doentia. Nosso apê ta explodindo de gente, 8 pessoas e já fizemos uma festa de arromba aqui. Em breve publico fotos e de repente vídeos (sim, comprei uma filmadora) dessa viagem do barulho.
Amém, durmam com os anjos.