Caipirinha & Castanholas

Terça-feira, Maio 30, 2006

Do cu mentario

Últimos dias em Salamanca, aproveitando para curtir ao máximo. Tô também editando um documentário tosco dos botellones (algo como uma concentração para festas) que fizemos por aqui e mais um monte de coisas bacanas que rolaram com minha turma espanhola. Mais de 4 horas de material bruto, to tendo que me puxa.
E aproveitando o assunto edição, vo posta aqui os primeiros dois minutos do ainda inédito documentário “Bonne Anne, Chupa Aqui”, sobre a viagem que fiz com a gurizada em dezembro e janeiro a Paris, Amsterdam, Edimburgo e Londres. Quando eu voltar realizo uma premiére.



Quinta-feira, Maio 25, 2006

IRONIA DO DESTINO

Corinthians 0 X 1 Inter, gol de Tinga

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Querido Diário

Semana movimentada. Meus pais tiveram por aqui e fizemos uma rápida viagem a Galícia. E de fato, Santiago de Compostela é incrível.
Hoje, depois de um porre fenomenal, sou acorado pelo Gringo Troito, que teve que abandonar o caminho devido a uma tendinite (ou sentiu saudade da noite de Salamanca, não sei bem).
Hoje também comprei minha passagem para Alemanha. Dia 10 de junho chego a Colonia. Vou fazer uma copa kamikaze, de cidade em cidade (comprei hoje também o passe de trem), vendo tudo que é jogo em telões e se der tento descolar algum ingresso na hora, mas isso é de menos. Vou pelo agito, pela confusão, pelas suecas... É basicamente o mês perfeito para um homem heterosexual: futebol (Copaaaaaaa!!!!!) e festas regadas a muito chopp alemão. Vamos ver o que vai acontecer. E depois que acabar o torneio ainda fico um mês dando banda pelo Velho Continente na companhia do amigo Gustavinho. Promete.
E nesse sábado vai rolar a formatura do meu Master. Agora teoricamente posso dar aulas. HAHAHAHAHAHAHAHHAHA. No, gracias. O que eu posso prometer é outro porre histórico. Estão todos convidados.
Pois é, às vezes a vida é uma merda, è as vezes é realmente um espetáculo. Por isso que viver pode ser uma experiência interessante. Eu acho.

Sábado, Maio 20, 2006

O Código da Vinci

Ontem fui com amigos na estréia de “Código da Vinci”. Bom, se você ainda não viu o filme, pode ler tranqüilamante que eu não vou estragar nada da trama.
A campanha pubicitária desse filme está sendo algo brutal. Chegaram até a construir uma pirâmide em Cannes, cidade onde ocorreu a estréia mundial. E todos os cinemas do planeta devem estar lotados agora.
E o resultado do filme, como não poderia ser diferente, é decepcionante. Digamos que o comentário que você mais vai escutar é “o livro é muuuuito melhor”. Que novidade. Deve-se tomar em conta que é realmente difícil adaptar uma obra com tantos detalhes em duas horas e meia. Sinceramente, acho que é uma missão quase impossível, alguém que não leu o livro compreender tudo que rola. Personagens secundários fundamentais parecem ter pouca importância na tela grande, e o suspense que era o ponto alto na obra literária, no filme é basicamente inexistente. E tudo acontece muito rápido, eu fiquei com a sensação de estar vendo uma adptação de um resumão daqueles que líamos no colégio. O ponto alto fica por conta da qualidade dos flashbacks históricos e alguma que outra piadinha que eu não lembrava. E só. Mas apesar de todos os defeitos, com toda sua polêmcia milimetricamente fabricada, o “Código da Vince” deve render alguns oceanos de dólares. Na minha humilde opinião, o ideal seria adaptar o filme em uma daquelas super séries americanas, do estilo “Band of Brothers”. Em 10 episódios, com certeza o clima de mistério seria mil vezes melhor explorado e todos os detalhes mais explicados. Mas não renderia tanto dinheiro assim aos produtores e que se foda o consumidor, esse imbecil.
Mas personalmente o filme me rendeu boas lembranças. Primeiro por que quando o li o estava na metade do mochilão, o que fez eu me lembrar de aventuras na Itália e na França. E também por duas cenas expecíficas.
A primeira é quando Tom Hanks chega na frente da pirâmide do Louvre, iluminada, sem ninguém em volta. No final de setembro eu e o Rica saímos bebaços de uma disco de Paris e nós perdemos pra voltar ao albergue. Estamos indo de rua em rua até que nos damos de cara com a tal pirâmide deserta. Me senti como Robert Langdon (serei retardado?). Definitivamente a Cidade da Luz têm seus encantos, se um turista se perde em Porto Alegre, ele acaba achando a Vila Cruzeiro e com sorte não vão meter uma pirâmide em seu rabo.




E a segunda cena se passa na Igreja dos Códigos, a uma hora de Edimburgo, que visitei em janeiro com o Gabriel. A diferença é que quando visitamos ela tava toda em obras, ou sei lá o quê, e no filme se vê lindona. E acho que vi a ponta do segurança que nós perguntamos quantos mais ou menos tinha aumentado as visitas ali depois do livro (muito, não lembro agora).







Mas o que me deu mais raiva de tudo, é que o cinema na Espanha é dublado. E ter que agüentar todo o filme, Amelie Poulain, vulgo Audrey Tautou, falando castelhano com forte acento francês foi de doer. Definitivamente abandono os cinemas daqui, viva o Emule e chega de códigos por hoje.

Terça-feira, Maio 16, 2006

BEBA COM MODERAÇÃO

O que acontece quando alguém vai pra Oktoberfest de Munique, começa a beber como um condenado a uma da tarde e não pára até de noite (sem comer nada)?

Esse vídeo responde.
(não há som, pois foi gravado com a máquina fotográfica)





Para ler todo o relato da Oktober clique no link abaixo:

http://caipirinhaecastanholas.blogspot.com/2005_11_01_caipirinhaecastanholas_archive.html

Sexta-feira, Maio 12, 2006

METRIX

Quando estava no avião, voltando de Roma, na poltrona em frente encontrei uma Rolling Stone espanhola. Li toda ela e o tempo passou voando (oscar de melhor trocadilho coadjuvante do dia). Gostaria de comentar três notícias que eu achei bem interessantes na revista:

1) Essa matéria se chama “El Misterio del Señor Matrix”. Eu já tinha escutado esse rumor, mas não pensava que era sério. Um dos irmãos Wachovsky, Larry virou travesti de verdade. Uma bela noite, depois do megasucesso do primeiro Matrix, ele resolveu visitar uma famosa boate de sadomasoquismo de Los Angeles e se apaixonou por uma dominatrix, Karin Wibslow, cujoo nome de guerra é “Ilsa Strix”. Não me perguntem porque. Nesse lance de Sado, como o próprio nome diz, quanto mais dor melhor. Ela conta que o seu recorde foi colocar mais de 333 agulhas em um só pênis. Tipo, ela é o Ronaldinho das dominatrixes. E o bilionário Larry Wachowsky se apaixonou por ela. Começaram a sair juntos e tal, até que o marido de Ilsa descobriu tudo e pediu o divórcio. Ah detalhe: o marido dela trabalhava no mesmo club e é conhecido como “O Colega com Buceta” , pelo simples fato de ser careca, bombado, cheio de tatuagens, e em vez de um pênis possuir uma vagina. Enfim, agora Larry abandou sua antiga mulher e seus filhos, porém encontrou seu verdadeiro amor. E só se veste de mulher. Finalmente descubri por que Matrix Reloaded e Revolutions são uma grande bobagem.

2) Essa é sobre um grupo novo chamado Artic Monkeys. Provavelmente já chegou no Brasil, sei lá, não tenho a menor idéia, vou escrever mesmo assim. Era uma das tantas bandas que eu tava escutando nos últimos tempos (em breve vou escrever sobre as outras), mas não sabia nada sobre eles. Os Artic Monkeys estão sendo considerados a primeira banda da Geração Ipod. São quatro gurizões de 18 e 19 anos, lotados de espinhas na cara e que na semana de estréia venderam 350.000 cds na Inglaterra, um recorde jamais alcançado pelos Beatles ou pelo Oasis. Tudo isso graças a internet. Eles nunca tinham gravado nada, e já tava rolando milhões suas músicas (provavelmente gravado por fãs em shows) em programas a la Emule. Por enquanto os caras tão humildes, seguem em uma turnê com outras duas bandas pequenas, inclusive ainda abrindo os shows. Eu acho bem afudê o som dos caras, rockistito com estilo, e acho que vou acabar pegando um show deles na Alemanha, durante a Copa. Mas a imprensa, como sempre, já começa a exagerar e no principal jornal espanhol, o El País, saiu a seguinte pérola “Los más grandes: pueden que sea lo mejor que ha pasado a la música desde que se descubrió que la sordera no iba a impedir Beethoven seguir componiendo”. Ok.

3) A última reportagem que eu queria comentar é sobre un novo jogo do Nintendo DS (acho que é um lance portátil) chamado “Animal Crossing”. Digamos que é um misto de “Tamagotchi” com “The Sims”. A primeira vez que tu joga tu vai ter um personagem (homem, mulher ou híbrido dependendo de um questionário feito por uma tartaruga fofoqueira), que são tipo animaizinhos, e tem que dar um nome pra ele. E nunca mais na vida vai poder trocar. Teu personagem vai viver em um povoado com vida própria, que segue funcionando em tempo real mesmo quando tu desliga o aparelho. E como é tempo real, tu não pode visitar teu vizinho as duas da manhã, por exemplo. Mas até rola se tu conhecer alguns vizinhos festeiros. E tipo se tu quer ir no recital country que oferece um tal de K.K. Slider tem que ser só os sábados das 19h as 24h. Já o contrabandista só passa nas quartas e a vidente só lê as cartas em luas cheias. Tu ainda tem mil e uma opções pra enriquecer como plantar maças ou cerejas. Se teu povo é do caralho, começam a chegar mais vizinhos. E também rola de conecta na internet e visitar outros povoados no modo online.
Isso parece ser bem divertido, mas um pouco assustador também. Fiquei viajando que os pobres habitantes do jogo não sabem que são apenas parte de um videogame. Aí eu começo a evoluir meu pensamento e me pergunto se não tem sei lá, uns alienigenas que usam a Terra como videogame. Acho que é melhor abrir uma cerveja agora e esquecer toda essa bobageira antes que eu pensa em trocar de sexo.

Quarta-feira, Maio 10, 2006

De Farroupilha para o Mundo

Depois de 15 dias em Salamanca e deixar seu nome escrito na história dessa milenar cidade, o Gringo Troito parte para outra aventura. Agora vai ficar dois meses caminhando o tal do Caminho de Santiago (puta que pariu, tinha que ser durante a Copa?), encontrar a paz interior, um mandolate, o auto-conhecimento ou sabe se lá o que. Um dia eu faço também, mas ainda não chegou a minha hora.
Boa Sorte Gringo.





"¿Hola, que tal?"

Terça-feira, Maio 09, 2006

Redemption


Nessa quinta-feira, 11 de maio de 2006, completa 25 anos da morte de Bob Marley. Deixo aqui minha homenagem ao gênio, provavelmente o único artista conhecido (e ouvido) em todos os países do mundo.

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Sem Caneleira

Pra quem não sabe, o amigo Carlo Vidor está com um site futebolístico, o Sem Caneleira. Ali analisa tudo que rola no mundo da bola, com direito a todas suas opiniões sempre interessantes, às vezes um tanto quanto polêmicas, enfim vale a pena dar uma conferida. E toda semana, ele convida alguém pra escrever um artigo aberto sobre futebol. Essa semana eu fui o contemplado. Então quem tiver na pilha clica em http://www.semcaneleira.com/ e logo na seção pseudo-técnicos, onde está publicado mi text du merdè.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

La Disco Rural

Findi passado, eu e alguns colegas do meu Master (+ o Gringo Troito que tá me visitando)alugamos uma Casa Rural num pequeno pueblo há uma hora mais ou menos de Salamanca. Passamos muito bem, tragos, risadas, revelações... enfim diversão. Não to mais com saco de escrever, tenho que toma banho de uma vez e ir pra noite. O Gringo Troito escreveu mais sobre a Casa Rural no blog dele (http://voala.blogspot.com/). Eu aproveito para publicar o video da Disco Rural que fomos. A sensação foi indiscritível, mas dar pra ter uma pequena noção. Vale a pena.


La Disco Rural

Findi passado, eu e alguns colegas do meu Master (+ o Gringo Troito que tá me visitando)alugamos uma Casa Rural num pequeno pueblo há uma hora mais ou menos de Salamanca. Passamos muito bem, tragos, risadas, revelações... enfim diversão. Não to mais com saco de escrever, tenho que toma banho de uma vez e ir pra noite. O Gringo Troito escreveu mais sobre a Casa Rural no blog dele (http://voala.blogspot.com/).
Eu aproveito para publicar o video da Disco Rural que fomos. A sensação foi indiscritível, mas dar pra ter uma pequena noção. Vale a pena.


Terça-feira, Maio 02, 2006

Roma.

Eu já tinha ido a Roma há uns 10 anos atrás com a família (vimos uma missa do João Paulo II, o Papa Gaúcho) e ano passado também, enquanto eu fazia o mochilão. Mas dessa vez foi diferente. Fiquei na casa do Tommaso, e deu pra ter uma visão mais romana da cidade. A mãe dele cozinhava magistralmente, ou seja a cada refeição me sentia como se estivesse num restaurante italiano de primeira qualidade. Delícia.
Conheci também sua tropa de amigos e me dei bem com eles. Alguns problemas passaram claro, como o fato de eu não falar italiano. Mas quando eu prestava bem atenção entendia um 31% da conversação e tinha capacidade de falar um 8 % (basicamente palavrões), mais gestos. Tive também a me acostumar a cumprimentar homens com dois beijinhos. Foda.
Esses amigos do Tommaso são algo em extinção no Brasil: os amigos da rua. Todos moram perto, se conhecem desde sempre e se encontram na escadaria da Igreja. Seja na tarde, na noite, na madruga, sempre quando a gente passava por ali, tinha gente. E deve rolar uma média de 280 baseados diários. Daria pra escrever um belo roteiro dessa turma. E eu fui no jogo da Roma com alguns deles (Tommaso não foi por que é da Juve), um 0 a 0 de dar sono com a Sampdoria. Mesmo assim valeu, o estádio é muito afude, e os torcedores da Roma são mega fanáticos (curtem o Inter pra caralho por causa do Falcão). Bacana.
Outra experiência antropológica foi ir em uma pizzaria com toda essa turma comemorar um aniversário. Não parou nunca de vir todo o tipo de comida típica (menos pizza), baldes de vinho e a italianada fazendo um escarcéu bizarro. Divertido.
Uma tarde o Tommaso fez o passeio cultural, me explico várias paradas históricas, artísticas, arquitetônicas e deu pra curtir melhor dessa vez. Inclusive vi uma igreja com uma falsa cúpula, pintada que só se vê se prestar muita atenção. Interessante.
E uma outra tarde fomos numa praia há uns 30 km de Roma, chamada Ostia (em espanhol seria algo como “Porra”). A praia não era lá essas coisas, mas para quem já tava há mais de 6 meses sem, tava mais que bom. Relaxante.
Também saí com as gurias, pra conhecer algumas discos. Fomos em uma perto do Coliseu (os italianos passam por ele sem olhar, como nós quando passamos pelo Laçador). Em uma outra, pagava 10 euros e era open bar. Aproveitei para encher a cara, até por que todos os outros bares que ia era um puta roubo. Quando passei do, sei lá, oitavo minicopo de cerveja, queriam me proibir de beber mais. Aí rolou o barraco típico italiano. E eu sem conseguir falar porra nenhuma. No final das contas, as gurias buscaram mais alguns pra mim e eu comecei a pegar destilados em outro bar. Mas me senti como o Homer no restaurante “All you can eat” do Holandês Fitador, só trocando camarões por cerveja. Duro.
E pra finalizar descubre uma verdade: os italianos falam mesmo “Mamma Mia!”. Genial.




Alguns da turma...



Na pizzaria...



O melhor homem estátua do mundo...





Da-lhe Roma...




Com as gurias, bebendo na rua...