Ontem fui com amigos na estréia de “Código da Vinci”. Bom, se você ainda não viu o filme, pode ler tranqüilamante que eu não vou estragar nada da trama.
A campanha pubicitária desse filme está sendo algo brutal. Chegaram até a construir uma pirâmide em Cannes, cidade onde ocorreu a estréia mundial. E todos os cinemas do planeta devem estar lotados agora.
E o resultado do filme, como não poderia ser diferente, é decepcionante. Digamos que o comentário que você mais vai escutar é “o livro é muuuuito melhor”. Que novidade. Deve-se tomar em conta que é realmente difícil adaptar uma obra com tantos detalhes em duas horas e meia. Sinceramente, acho que é uma missão quase impossível, alguém que não leu o livro compreender tudo que rola. Personagens secundários fundamentais parecem ter pouca importância na tela grande, e o suspense que era o ponto alto na obra literária, no filme é basicamente inexistente. E tudo acontece muito rápido, eu fiquei com a sensação de estar vendo uma adptação de um resumão daqueles que líamos no colégio. O ponto alto fica por conta da qualidade dos flashbacks históricos e alguma que outra piadinha que eu não lembrava. E só. Mas apesar de todos os defeitos, com toda sua polêmcia milimetricamente fabricada, o “Código da Vince” deve render alguns oceanos de dólares. Na minha humilde opinião, o ideal seria adaptar o filme em uma daquelas super séries americanas, do estilo “Band of Brothers”. Em 10 episódios, com certeza o clima de mistério seria mil vezes melhor explorado e todos os detalhes mais explicados. Mas não renderia tanto dinheiro assim aos produtores e que se foda o consumidor, esse imbecil.
Mas personalmente o filme me rendeu boas lembranças. Primeiro por que quando o li o estava na metade do mochilão, o que fez eu me lembrar de aventuras na Itália e na França. E também por duas cenas expecíficas.
A primeira é quando Tom Hanks chega na frente da pirâmide do Louvre, iluminada, sem ninguém em volta. No final de setembro eu e o Rica saímos bebaços de uma disco de Paris e nós perdemos pra voltar ao albergue. Estamos indo de rua em rua até que nos damos de cara com a tal pirâmide deserta. Me senti como Robert Langdon (serei retardado?). Definitivamente a Cidade da Luz têm seus encantos, se um turista se perde em Porto Alegre, ele acaba achando a Vila Cruzeiro e com sorte não vão meter uma pirâmide em seu rabo.

E a segunda cena se passa na Igreja dos Códigos, a uma hora de Edimburgo, que visitei em janeiro com o Gabriel. A diferença é que quando visitamos ela tava toda em obras, ou sei lá o quê, e no filme se vê lindona. E acho que vi a ponta do segurança que nós perguntamos quantos mais ou menos tinha aumentado as visitas ali depois do livro (muito, não lembro agora).

Mas o que me deu mais raiva de tudo, é que o cinema na Espanha é dublado. E ter que agüentar todo o filme, Amelie Poulain, vulgo Audrey Tautou, falando castelhano com forte acento francês foi de doer. Definitivamente abandono os cinemas daqui, viva o Emule e chega de códigos por hoje.