Quinta-feira, Agosto 31, 2006
Fiz esse vídeo ontem na madruga, levemente alcoolizado. Mesmo assim vale a pena.
Terça-feira, Agosto 29, 2006
MEMÓRIAS DE UM LIVRO QUE EU JAMAIS VOU PUBLICAR
(ou Nostalgia é para os Tolos)
CAPÍTULO I – JOGOS
1. Dados de Fogo
Não sei se foi no verão de 2000 ou de 2001. Na verdade eu nunca sei diferenciar o que aconteceu num ou no outro. Nesses dois verões, aluguei com a galera uma casa um mês inteiro na gloriosa Imbé Beach. Por mais que me digam que as casas eram diferentes e também que mudaram algumas pessoas de um verão para o outro, na minha memória só ficou um espamo único de lembrança. Eu, obviamente culpo o álcool por isso. Acredito que a gente nunca bebeu tanto como naquele verão (continuo achando que foi só um). Todo santo dia era trago homérico em cima de trago homérico. A quantidade de merda que a gente aprontou me daria material para um livro inteiro, mas vou me apegar apenas a um pequeno detalhe: os dados de fogo.
Dados de Fogo foi o jogo que criamos para divertir a concentração. Divertir poderia ser lido nas entrelinhas como “em vez de ficar podre de bêbados, vamos cair de bêbados”. A preparação começava no entardecer: uma equipe designada comprava uma caralhada de Vodka Walesa, outra caralhada de suco de maracujá concentrado e outra... grande quantidade de bolsas de gelo. Depois despejavamos todo o conteúdo em uma malinha de gelar coisas que o Krigor tinha, me falta o nome desse apetrecho agora, mas isso não interessa. O importante era que o veneno estava pronto. O chamávamos carinhosamente de Maracujina, que de repente era o nome da marca do suco, sei lá. O jogo começou com poucas regras, mas foi se desenvolvendo até ficar mais complexo que o baseball. Não lembro muito bem dos detalhes, talvez alguns cérebros menos afetados dos meus amigos possam me corrigir, mas vou tentar. Todos sentavam na mesa (que era de ping pong e já tinha sido parcialmente destruída) e o primeiro jogador lançava três dados (coloridos, do War). Se a soma fosse menor que 7 (ou 8) o cara tinha que beber uma dose de maracujina, e se fosse maior que 15 (ou 16) o mesmo prêmio (ou castigo). A cada dose bebida, o cara ganhava um palito de fósforo. O vencedor da brincadeira (e provavelmente perdedor da noite) era, obviamente, quem tivesse mais palitos. Aí começaram a pintar outras regras, como se o cara tirasse números repetidos acontecia coisas do tipo ter que beber mais doses, às vezes juntamente com o sujeito à ao lado. Do tipo 2 2 2 e tu bebia junto com os dois ao teu lado, e assim sucessivamente. Lembro que o triplo 6 era a alegria do ambiente: todos bebiam. Ainda tinha um esquema com o baralho, que é um bocado nebuloso para mim. Acho que a cada dez palitos tu ganhava uma carta, que dependendo do número tu iria beber ainda mais. Tinha um lance depois de fazer trinca e seqüencia... e nem quero lembrar o que diabos acontecia com quem tirasse o coringa... ah os dados de fogo!
Há uma cena que segue vivíssima em minha mente. Em uma certa noite, praticamente todos os participantes já estavam tropicando, e alguém percebeu que a Maracujina estava prestes a terminar. O jogo foi para o beleléu e começou uma guerra de dar inveja a Iugoslávia para ver quem tomava os últimos goles. Quando eu percebo, o Cruz, que tava para entrar em Medicina na UFRGS, tá meio que dominando a caixa e bebendo desesperado o líquido com a mão. Sério, parecia que tinha passado uns 4 dias no deserto à secas e finalmente encontrado um oásis. Enquanto isso, do outro lado da sala, possivelmente o Gustavinho ou o Pinty (ou os dois) grita em um misto de desespero e orgulho: “ESSE VAI SER O MÉDICO DA MINHA FAMÍLIA! ESSE VAI SER O MÉDICO DA MINHA FAMÍLIA!”. Um dia ainda ainda registro as regras do Dados de Fogo em um cartório e fico milionário. E um dia também, com sorte, volto a conseguir a beber suco de maracujá.
CAPÍTULO I – JOGOS
1. Dados de Fogo
Não sei se foi no verão de 2000 ou de 2001. Na verdade eu nunca sei diferenciar o que aconteceu num ou no outro. Nesses dois verões, aluguei com a galera uma casa um mês inteiro na gloriosa Imbé Beach. Por mais que me digam que as casas eram diferentes e também que mudaram algumas pessoas de um verão para o outro, na minha memória só ficou um espamo único de lembrança. Eu, obviamente culpo o álcool por isso. Acredito que a gente nunca bebeu tanto como naquele verão (continuo achando que foi só um). Todo santo dia era trago homérico em cima de trago homérico. A quantidade de merda que a gente aprontou me daria material para um livro inteiro, mas vou me apegar apenas a um pequeno detalhe: os dados de fogo.
Dados de Fogo foi o jogo que criamos para divertir a concentração. Divertir poderia ser lido nas entrelinhas como “em vez de ficar podre de bêbados, vamos cair de bêbados”. A preparação começava no entardecer: uma equipe designada comprava uma caralhada de Vodka Walesa, outra caralhada de suco de maracujá concentrado e outra... grande quantidade de bolsas de gelo. Depois despejavamos todo o conteúdo em uma malinha de gelar coisas que o Krigor tinha, me falta o nome desse apetrecho agora, mas isso não interessa. O importante era que o veneno estava pronto. O chamávamos carinhosamente de Maracujina, que de repente era o nome da marca do suco, sei lá. O jogo começou com poucas regras, mas foi se desenvolvendo até ficar mais complexo que o baseball. Não lembro muito bem dos detalhes, talvez alguns cérebros menos afetados dos meus amigos possam me corrigir, mas vou tentar. Todos sentavam na mesa (que era de ping pong e já tinha sido parcialmente destruída) e o primeiro jogador lançava três dados (coloridos, do War). Se a soma fosse menor que 7 (ou 8) o cara tinha que beber uma dose de maracujina, e se fosse maior que 15 (ou 16) o mesmo prêmio (ou castigo). A cada dose bebida, o cara ganhava um palito de fósforo. O vencedor da brincadeira (e provavelmente perdedor da noite) era, obviamente, quem tivesse mais palitos. Aí começaram a pintar outras regras, como se o cara tirasse números repetidos acontecia coisas do tipo ter que beber mais doses, às vezes juntamente com o sujeito à ao lado. Do tipo 2 2 2 e tu bebia junto com os dois ao teu lado, e assim sucessivamente. Lembro que o triplo 6 era a alegria do ambiente: todos bebiam. Ainda tinha um esquema com o baralho, que é um bocado nebuloso para mim. Acho que a cada dez palitos tu ganhava uma carta, que dependendo do número tu iria beber ainda mais. Tinha um lance depois de fazer trinca e seqüencia... e nem quero lembrar o que diabos acontecia com quem tirasse o coringa... ah os dados de fogo!
Há uma cena que segue vivíssima em minha mente. Em uma certa noite, praticamente todos os participantes já estavam tropicando, e alguém percebeu que a Maracujina estava prestes a terminar. O jogo foi para o beleléu e começou uma guerra de dar inveja a Iugoslávia para ver quem tomava os últimos goles. Quando eu percebo, o Cruz, que tava para entrar em Medicina na UFRGS, tá meio que dominando a caixa e bebendo desesperado o líquido com a mão. Sério, parecia que tinha passado uns 4 dias no deserto à secas e finalmente encontrado um oásis. Enquanto isso, do outro lado da sala, possivelmente o Gustavinho ou o Pinty (ou os dois) grita em um misto de desespero e orgulho: “ESSE VAI SER O MÉDICO DA MINHA FAMÍLIA! ESSE VAI SER O MÉDICO DA MINHA FAMÍLIA!”. Um dia ainda ainda registro as regras do Dados de Fogo em um cartório e fico milionário. E um dia também, com sorte, volto a conseguir a beber suco de maracujá.
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Imperdível
Confirmado: último dia do TIM Festival, 29 de outubro, show dos Beastie Boys no Rio de Janeiro. Quem se habilita?
Sexta-feira, Agosto 25, 2006
Hucka o quê?
Vi ontem o filme I Love Huckabees (na verdade não é nem love, é só um coração, mas eu não tenho essa tecla). Eu não sou muito de alugar filmes que eu nunca ouvi falar ou nunca li nada a respeito, mas às vezes cometo este deslize, e raramente acerto. E afortunadamente foi o que aconteceu com essa película. Muito afudê. Só aluguei por dois motivos: primeiro porque dizia que era uma comédia independente (!) e segundo porque tinha um puta elenco. Só o Dustin Hoffman já valia, ainda com Naomi King Kong Watts e Jude Law (você já viu algum filme em que não está o Jude Law?). Mas quando vi que o Jason Schwartzman (do ótimo Rushmore, do meu diretor fetiche Wes Anderson) era o protagonista, não pestanajei. Valeu a pena. O filme é doentio, mas é muito do caralho, com cenas engraçadíssimas. E o incrível é que quem rouba a cena no filme é o Mark Wahlberg, que eu particularmente não considero bom ator, mas que sou obrigado a tirar meu chapéu panamá nesse caso. E não é a primeira vez, em Boogie Nights, do também genial P.T. Anderson, com o seu Dirk Digler, eu já tinha feito isso. Se bem que no Três Reis ele também não está mal... acho que o Mark Marky é o meu ator favorito (seria o equivalente ao ator favorito de alguém ser o Jeff Goldblum).
Só não recomendo Huckabees a todos, porque sei que o senso de humor é, digamos... diferente. Mas pelo menos você não tem a desculpa de não ter lido nada a respeito.
Só não recomendo Huckabees a todos, porque sei que o senso de humor é, digamos... diferente. Mas pelo menos você não tem a desculpa de não ter lido nada a respeito.
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
Plutão rumo a Segundona
Os cartolas da IAU (União Astronômica Internacional) se reuniram na República Tcheca com o objetivo claro de um tapetão: queriam transformar mais três astros em planetas, aumentando o número de 9 para 12. Os novos planetas se chamariam Ceres (!), Caronte (!!) e UB313 (!!!! ). Esse último aguarda um nome oficial, provavelmente Xena (a princesa guerreira). Mas parece que o tiro saiu pela culatra, e não só esses três astros não vão ingressar na Elite dos planetas, como descubriram irregularidades em Plutão. Não, nenhum de suas crateras tinha acordo com o Betis. Na verdade foi tudo culpa de uma nova regra, parece que algum cientista metido a Zveitão criou algo do tipo “um planeta deve ser o astro dominante de sua órbita”, e ficou compravado no tira-teima que volta e meia Plutão passa no caminho de Netuno. Rebaixamento para ele. Sacanagem isso, pra mim Plutão sempre foi muito mais planeta que Urano, por exemplo, mas pelo visto os cientistas não dão muita bola pra esse lance de tradição e/ou maior torcida. Isso realmente é um fato que vai mudar a vida da humanidade, principalmente dos estudantes da sétima série de todos os colégios do planeta Terra (esse ainda bem qualificado no ranking), que agora têm um planeta a menos para decorar na prova de geografia. Sim, vou terminar esse texto sem nenhuma piada com o Grêmio.
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
Mais uma Tentativa
Festivalzinho tava incrível, rendeu mais uma vez histórias excelentes. Pena que a melhor não deu pra gravar, né Gustavinho Homem-Cachorro? Enfim, pelo menos ficamos com esse pequeno curta expressionista experimental que eu acabo de fazer em 9 minutos, títulado "Mais uma Tentativa de Mão Morna em Krigor". Have fun.
Sexta-feira, Agosto 18, 2006
Pai Dinah
Não adianta, o assunto ainda é a conquista da América pelo Colorado e eu não penso em escrever sobre qualquer outra coisa. A bem da real é que eu to saindo na correria agora de casa pra subir a Serra. Espero que seja a última vez que eu vá ao Festival de Cinema de Gramado apenas como um bêbado e não como um profissional. Olha só estou falando de outra coisa, bom voltamos ao Inter então. Quando um time ganha uma competição assim, sempre aparece os torcedores de ocasião e tal, mas na real é até bom, mais gente para comemorar. Porém (como todos sabem) eu não sou um desses, sempre acompanho e sofro com o Inter independentemente da fase. E agora eu também sou vidente. O Inter vai meter o Barcelona. Para provar minha clarividência, ponho abaixo textos publicados no início desse ano, com as respectivas datas. O segundo é ainda mais incrível, não só sabia que o Inter ia ganhar a Libertadores, como que o Barcelona ia levar a Champions: pra quem quiser ler os comentários dos gremistas só busca os textos no arquivo, vale a pena. Bom fim-de-semanas especialmente aos colorados, de ocasião ou não.
Segunda-feira, Abril 10, 2006
Perdemos uma batalha, mas não a Guerra
Poucas vezes me senti tão feliz de estar um continente longe de Porto Alegre como ontem. Sofri, como não poderia ser diferente, mas seria mil vezes pior estar aí. Meus amigos e conhecidos gremistas que geralmente são pessoas legais, quando acontece esse tipo de coisa sofrem uma metamorfose e se transformam nos seres mais desprezíveis da face da terra, mais pura nata da escória, uns legítimos filhos da puta. Ok, dado o desabafo de torcedor, agora vamos analisar friamente os acontecimentos.
Futebol é o que é, por esse tipo de coisa. Nem sempre a melhor equipe (ou muito melhor) vai ganhar, e isso de fato é uma das coisas que faz desse esporte tão emocionante. Alguns fatos para quem não se lembra ou não era nascido, em 79, ano do tricampeonato invicto colorado (marca que nunca nenhum time voltaria a repetir na história do futebol brasileiro), o campeão gaúcho foi o Grêmio. E em 83, quando o Grêmio venceu a Libertadores e depois Tóquio, quem ganhou o Gauchão desse ano foi o Colorado. Ou seja, deixem as gazelinhas da azenha celebrarem em paz, que eu confio no nosso elenco. Acidentes de percurso acontecem, eu já superei na boa e essa Libertadores ainda vai ser nossa. Tenho dito.
Perdemos uma batalha, mas não a Guerra
Poucas vezes me senti tão feliz de estar um continente longe de Porto Alegre como ontem. Sofri, como não poderia ser diferente, mas seria mil vezes pior estar aí. Meus amigos e conhecidos gremistas que geralmente são pessoas legais, quando acontece esse tipo de coisa sofrem uma metamorfose e se transformam nos seres mais desprezíveis da face da terra, mais pura nata da escória, uns legítimos filhos da puta. Ok, dado o desabafo de torcedor, agora vamos analisar friamente os acontecimentos.
Futebol é o que é, por esse tipo de coisa. Nem sempre a melhor equipe (ou muito melhor) vai ganhar, e isso de fato é uma das coisas que faz desse esporte tão emocionante. Alguns fatos para quem não se lembra ou não era nascido, em 79, ano do tricampeonato invicto colorado (marca que nunca nenhum time voltaria a repetir na história do futebol brasileiro), o campeão gaúcho foi o Grêmio. E em 83, quando o Grêmio venceu a Libertadores e depois Tóquio, quem ganhou o Gauchão desse ano foi o Colorado. Ou seja, deixem as gazelinhas da azenha celebrarem em paz, que eu confio no nosso elenco. Acidentes de percurso acontecem, eu já superei na boa e essa Libertadores ainda vai ser nossa. Tenho dito.
Quarta-feira, Março 08, 2006
Champions League, a cerveja oficial da Heineken
Fiquei quase que todo dia escrevendo um argumento de um roteiro. Pela noite, dei uma escapadinha, por que tinha rodada da Champions e ninguém é de ferro. E tinha jogo do Barça, que seria só na canal plus, tipo um peiperviu daqui. E sempre quando tem um jogo importante assim, até o bar mais chinfrim da cidade lota. Fui num e tomei as cañas habituais, que sempre servem com alguns aperitivos grátis (quando se pede). O Ronaldinho fez um primeiro tempo genial, toques de calcanhar, balõezinhos e o comentarista dizendo que era de fato genial, mas que na verdade ele só queria jogar pra ele, pra impressionar o russo dono do Chelsea e o técnico Mourinho (o rei da sobérbia, sujeito desprezível, deixa até o Vanderburgo no chinelo). E no segundo tempo, Ronaldinho tava um pouco apagado, e o mesmo comentarista começou a dizer que ele tava morto, que não ia fazer mais nada. Daí o Ronaldinho dribla três e faz um gol de placa. E aí o cara puxa o saco dele pra caralho. Aqui na Espanha isso é normal. Tu dorme herói e pode acordar vilão, graças a uma imprensa esportiva doentia (equivalente a de fofocas na Inglaterra).A gurizada deve tá se perguntando, o Leo, um baita colorado defendendo o Ronaldinho, puta que pariu. Mas é que na real o cara é gente fina, falou com o Rica um tempo tri na humildade e quando tavamos em um jogo no Camp Nou, quando terminou a partida estavamos muito perto do campo. Ele me viu com a camisa do colorado e abanou, sendo que ele nem tava fazendo caso pro resto da multidão gritando.Mas enfim tenho que acompanhar a Champions de perto, afinal tenho que estudar meu futuro adversário no Japão. E se der Barça, beleza, o Fernandão vai vingar o Dunga e comer o cú desse nego dentuço filho da puta.
Champions League, a cerveja oficial da Heineken
Fiquei quase que todo dia escrevendo um argumento de um roteiro. Pela noite, dei uma escapadinha, por que tinha rodada da Champions e ninguém é de ferro. E tinha jogo do Barça, que seria só na canal plus, tipo um peiperviu daqui. E sempre quando tem um jogo importante assim, até o bar mais chinfrim da cidade lota. Fui num e tomei as cañas habituais, que sempre servem com alguns aperitivos grátis (quando se pede). O Ronaldinho fez um primeiro tempo genial, toques de calcanhar, balõezinhos e o comentarista dizendo que era de fato genial, mas que na verdade ele só queria jogar pra ele, pra impressionar o russo dono do Chelsea e o técnico Mourinho (o rei da sobérbia, sujeito desprezível, deixa até o Vanderburgo no chinelo). E no segundo tempo, Ronaldinho tava um pouco apagado, e o mesmo comentarista começou a dizer que ele tava morto, que não ia fazer mais nada. Daí o Ronaldinho dribla três e faz um gol de placa. E aí o cara puxa o saco dele pra caralho. Aqui na Espanha isso é normal. Tu dorme herói e pode acordar vilão, graças a uma imprensa esportiva doentia (equivalente a de fofocas na Inglaterra).A gurizada deve tá se perguntando, o Leo, um baita colorado defendendo o Ronaldinho, puta que pariu. Mas é que na real o cara é gente fina, falou com o Rica um tempo tri na humildade e quando tavamos em um jogo no Camp Nou, quando terminou a partida estavamos muito perto do campo. Ele me viu com a camisa do colorado e abanou, sendo que ele nem tava fazendo caso pro resto da multidão gritando.Mas enfim tenho que acompanhar a Champions de perto, afinal tenho que estudar meu futuro adversário no Japão. E se der Barça, beleza, o Fernandão vai vingar o Dunga e comer o cú desse nego dentuço filho da puta.
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
DONO DA AMÉRICA
Eu não tenho a menor idéia de como começar a escrever esse texto. Incrível como um simples jogo de futebol pode mexer tanto com a nossa vida. É realmente muita emoção. Foi muito tempo de espera, muito sofrimento, tivemos que ouvir muita coisa, mas chegamos lá. Abram mais champagnes: o Sport Club Internacional é o melhor time da América e no fim do ano vai ser o melhor do mundo. Tenho dito.
Ontem, no intervalo, tava esperando na fila pra mijar e fiquei trocando uma idéia com o Lucianinho, reportér da Gaúcha e quando eu vejo ele me toca o microfone. O que eu deveria ter dito (como sempre ocorre comigo, tenho as melhores frases um minuto depois do ocorrido) era o seguinte: “faltam apenas 45 minutos para o Colorado ser campeão da América. Eu esperei 23 anos da minha vida, meu pai que tá ali em cima 55, acompanhamos cada jogo da história desse time desde então, sofremos, discutimos, choramos, vibramos, e agora estamos muito perto desse sonho. Eu vim da Europa pra ver esse time de perto e em nenhum segundo me arrependo. EU TE AMO COLORADO!” Mas não, eu fui pego no susto e falei isso: “só faaalta 45 minutoooooos. Só faaalta 45 minutooooooooooos. Depois vamo estourar tudo, CARALH... (nesse momento Lucianinho afasta o microfone de mim)”. Fazer o que né?
Quando terminou a partida, fiz a peregrinação junto com a gurizada, fomos a pé do Gigante da Beira-Rio até a Goethe e esse trajeto nunca pareceu tão curto (obrigado cerveja). E da-lhe festa.
E no fim do ano, meu pai vai cumprir a velha promessa e nós vamos ao Japão. Molho Shoyo pra todo mundo.
Ontem, no intervalo, tava esperando na fila pra mijar e fiquei trocando uma idéia com o Lucianinho, reportér da Gaúcha e quando eu vejo ele me toca o microfone. O que eu deveria ter dito (como sempre ocorre comigo, tenho as melhores frases um minuto depois do ocorrido) era o seguinte: “faltam apenas 45 minutos para o Colorado ser campeão da América. Eu esperei 23 anos da minha vida, meu pai que tá ali em cima 55, acompanhamos cada jogo da história desse time desde então, sofremos, discutimos, choramos, vibramos, e agora estamos muito perto desse sonho. Eu vim da Europa pra ver esse time de perto e em nenhum segundo me arrependo. EU TE AMO COLORADO!” Mas não, eu fui pego no susto e falei isso: “só faaalta 45 minutoooooos. Só faaalta 45 minutooooooooooos. Depois vamo estourar tudo, CARALH... (nesse momento Lucianinho afasta o microfone de mim)”. Fazer o que né?
Quando terminou a partida, fiz a peregrinação junto com a gurizada, fomos a pé do Gigante da Beira-Rio até a Goethe e esse trajeto nunca pareceu tão curto (obrigado cerveja). E da-lhe festa.
E no fim do ano, meu pai vai cumprir a velha promessa e nós vamos ao Japão. Molho Shoyo pra todo mundo.

Antes do jogo, prevendo nosso destino... (detalhe para o Vitório, entre o Gabriel e o Seu Valter, que é são paulino)

Íncrivel!

Logo depois do apito final.

Sem palavras...

Sabe-se lá que horas eram isso. O grau alcoólico só não era maior que a felicidade.
E aqui embaixo um videozinho no caminho da Goethe.
Segunda-feira, Agosto 14, 2006
Puerto Contento
Bom, só pra avisa que mesmo de volta em Porto Alegre, vou manter o nome desse blog , simplesmente por preguiça. Agora to meio na correria e tal, mas muito em breve volto a botar coisas aqui. Gracias.
PS: se voce está no Bolão da Gurizada, pode conferir que este blog também volta a ser atualizado.
PS: se voce está no Bolão da Gurizada, pode conferir que este blog também volta a ser atualizado.
Sexta-feira, Agosto 04, 2006
COLORAAAAAAAAAAAAAAAADO, COLORAAAAAAAADO
6 da manha em Atenas, o glorioso Sport Club Internacional acaba de carimbar seu passaporte para a final da Libertadores. Eu vou fazer o mesmo para a Sao Paulo e vou direto ao Morumbi. A Europa deu o que tinha que dar (por agora), e agora de volta a vida.
A unica coisa que eu peco e esse titulo, que espero faz 23 anos e meu pai ha 55 anos. Chegou a nossa vez.
Em breve estou tomando uma cerveja com todos os vezes naquele friozao, porra!!!!
A unica coisa que eu peco e esse titulo, que espero faz 23 anos e meu pai ha 55 anos. Chegou a nossa vez.
Em breve estou tomando uma cerveja com todos os vezes naquele friozao, porra!!!!

