Caipirinha & Castanholas

Quarta-feira, Julho 25, 2007

CAOS URBANO ATÉ

Eu não digo nada
dizem as estrelas
Tudo que fazemos tem algum sentido
Nenhum
Da minha alma sai o fogo
Do fogo não sai minha mente
minha mente não sabe de nada
é o meu calcanhar de Aquiles que está sempre exposto
sou ateu e acredito em Deus
No fundo somos todos egoístas e/ou altruístas
eou, ecoou
Pra que pressa, preocupação, raiva
caos
Se o que importa é sombra, água fresca e um sorriso verdadeiro
Poucos aceitam a morte
pouquíssimos aceitam vida
É no final
que tudo começa
Faria tudo por um último minuto
ou por um pôr-do-sol

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Weng Weng Vive

Quinta-feira, Julho 12, 2007

E que comece o Pan

Terça-feira, Julho 03, 2007

A Fábula de Gervásio

O objetivo da vida de Gervásio era ser milionário. Sonhava com carrões, mansões, iates e tudo mais que um magnata tem direito. Para Gervásio, a felicidade estava totalmente associada ao dinheiro. Então aos 17 anos, tinha uma única obsessão: trabalhar o máximo que conseguisse para colher os frutos depois. Em dólares de preferência.

E foi o que fez nos cinco anos seguintes. Conseguiu juntar um dinheiro não mais do que razoável, muito longe dos seus sonhos. Estava desesperado. Por isso, apesar de ser o mais cético dos céticos, quando ele ficou sabendo da existência de um velho Bruxo na cidade foi na hora vê-lo. Falou para o Bruxo que queria ser bilionário e que estaria disposto a fazer qualquer coisa para isso. O Bruxo olhou Gervásio de cima abaixo (Gervásio provavelmente estava rezando em pensamento pro bruxo não ser veado, mas isso não tem nada a ver com a história). O Bruxo falou que colocaria 10 bilhões de dólares na conta de Gervásio com uma condição: Gervásio iria envelhecer 30 anos na hora. Sem nenhuma dor, ele ficaria com 52 anos. Gervásio disse que topava. O velho Bruxo falou que ele deveria pensar no mínimo 30 segundos antes de fazer sua escolha, e que uma vez tomada, essa decisão seria irreversível. Enquanto Gervásio contava os segundos para ficar bilionário, ele deu uma pensada e logo depois começa a refletir. E faz isso durante muito tempo silenciosamente. Após uns dez minutos, o Bruxo ainda o fita seriamente, Gervásio, finalmente fala que não aceita a proposta. As lágrimas que escorrem do rosto de Gervásio são de felicidade. Moral da história: não nasci pra escrever fábulas.