Noveleiro, eu?
Eu não vejo novela faz tempo. Acho que a última foi “Que Rei Sou Eu”. Mentira, mas eu tinha o álbum de figurinhas, que era demais. A melhor novela que assisti foi “Vamp”, que devia ser uma grande besteira, mas como eu era um pré-adolescente (criança gosta de ser chamada assim), condizia com minha idade mental. Veio outras que gostei muito como “Quatro por Quatro”, “Pedra sobre Pedra”, “Renascer” (essa, acho que no Vale a Pena ver de Novo) e “Fera Ferida” (o protagonista interpretado por Edsón Celulari se chamava Raimundo Flamel e eu era apaixonado pela Giulia Gam”). Parando para analisar acho que a última que acompanhei foi “Terra Nostra”, dos Mezenga contra os Berdinazzi. Depois disso cansei. Hoje em dia não tenho paciência nem mais de acompanhar série (as que gosto, prefiro ter em DVD e assistir a hora que bem entender), imagina novela, que é uma baita enrolação durante quase um ano. Sem falar que é culpa delas que às vezes eu tenho que ver um jogo de futebol às 10 da noite (o que às vezes se torna um problema, quando o jogo é no Beira-Rio e temos tempo demais para tomar um porre, conseqüentemente não vendo muito a partida).
O que sei das novelas atuais é o que leio no jornal, revistas e que escuto de outras pessoas. Sei que a novela das 8 (incrível que ainda chamem assim, sendo que há mais de uma década ela começa depois das nove), Paraíso Tropical, começou fracassando muito em audiência e agora, chegando na última semana é um sucesso. Não entendo como as pessoas não notam que as tramas SEMPRE são as mesmas. Sempre tem o mocinho que é criticado pela imprensa de má atuação (Fábio Assunção é a bola da vez), um vilão, que é xingado na rua e todos elogiam sua atuação (Wagner Moura), o mesmo valendo para o sexo oposto e ainda casamento e final feliz no último capítulo. Essa novela ainda conseguiu usar (outra vez) o clichê das gêmeas, uma boazinha e outra má (Ruth e Raquel sem o Tonho da Lua) e o clichê máximo dos máximos de algum personagem ser assassinado e a Globo fazer uma comoção nacional para descobrir quem matou a (acabo de perguntar nesse instante para um dos meus sócios o nome da coitada) Taís. Acho que fui eu. Mas sério, se fizerem uma enquête vão descobrir uma centena de novelas que usaram essa artimanha (parece que a Odete Roitman é a mais famosa), além das variações do tipo “quem explodiu o shopping?” (não é “Pátria Minha”, putz não lembro o nome dessa aí). A mais célebre pra mim foi “A Próxima Vítima”, até porque tinha o mérito de ser a novela inteira sobre isso. Lembro que cheguei a organizar um bolão na minha turma do colégio, em que cada um podia escolher dois e botar uma graninha. Toda turma entrou e eu perdi não só o dinheiro de todo mundo, como o papel dos palpites. Para completar a meu fracasso, o filha da puta do roteirista escolheu um dos favoritos, o Cecil Thirré, ou seja todo mundo disse que tinha acertado. O final dessa novela foi triste só pra mim. Então se alguém me convidar pra algum bolão de quem é o assassino, eu já aviso de antemão que tenho traumas. Até porque já sei quem matou a Tânia, foi o Antônio Fagundes ou o Tony Ramos (um dos dois sempre está na “novela das oito”).
O que sei das novelas atuais é o que leio no jornal, revistas e que escuto de outras pessoas. Sei que a novela das 8 (incrível que ainda chamem assim, sendo que há mais de uma década ela começa depois das nove), Paraíso Tropical, começou fracassando muito em audiência e agora, chegando na última semana é um sucesso. Não entendo como as pessoas não notam que as tramas SEMPRE são as mesmas. Sempre tem o mocinho que é criticado pela imprensa de má atuação (Fábio Assunção é a bola da vez), um vilão, que é xingado na rua e todos elogiam sua atuação (Wagner Moura), o mesmo valendo para o sexo oposto e ainda casamento e final feliz no último capítulo. Essa novela ainda conseguiu usar (outra vez) o clichê das gêmeas, uma boazinha e outra má (Ruth e Raquel sem o Tonho da Lua) e o clichê máximo dos máximos de algum personagem ser assassinado e a Globo fazer uma comoção nacional para descobrir quem matou a (acabo de perguntar nesse instante para um dos meus sócios o nome da coitada) Taís. Acho que fui eu. Mas sério, se fizerem uma enquête vão descobrir uma centena de novelas que usaram essa artimanha (parece que a Odete Roitman é a mais famosa), além das variações do tipo “quem explodiu o shopping?” (não é “Pátria Minha”, putz não lembro o nome dessa aí). A mais célebre pra mim foi “A Próxima Vítima”, até porque tinha o mérito de ser a novela inteira sobre isso. Lembro que cheguei a organizar um bolão na minha turma do colégio, em que cada um podia escolher dois e botar uma graninha. Toda turma entrou e eu perdi não só o dinheiro de todo mundo, como o papel dos palpites. Para completar a meu fracasso, o filha da puta do roteirista escolheu um dos favoritos, o Cecil Thirré, ou seja todo mundo disse que tinha acertado. O final dessa novela foi triste só pra mim. Então se alguém me convidar pra algum bolão de quem é o assassino, eu já aviso de antemão que tenho traumas. Até porque já sei quem matou a Tânia, foi o Antônio Fagundes ou o Tony Ramos (um dos dois sempre está na “novela das oito”).
Anúncio veículado na Caras há alguns anos atrás, em que o provável assassino da novela tinha bebido mais que eu nos dias de jogos importantes as 10 da noite no Beira-Rio.

