Caipirinha & Castanholas

Quinta-feira, Novembro 29, 2007

Viagem a Darjeeling



Wes Anderson segue sendo Wes Anderson. Vá hoje mesmo ao cinema. Nada mais a declarar.

Terça-feira, Novembro 27, 2007

Quase botei uma carinha nesse título, mas não fui capaz

Eu odeio tanto o internetês que às vez posso chegar a extremos. Eu me orgulho de nunca, mas nunca, ter usado aquelas carinhas. Vocês sabem do que eu estou falando. Sim, dois pontos mais parentêses (não colocarei aqui nem como exemplo). É que no momento que tu te acostuma a colocar aquilo pra dizer que tu foi irônico por exemplo, significa que tua ironia não foi boa o suficiente para ser entendida e tu precisou da maldita carinha. Daqui a pouco vai ter teclado com aquilo pronto (se é que já não tem). O mesmo vale para a carinha triste, piscando e genéricos. A maioria das pessoas que eu conheço também odeia o internetês (já que elas tem em média idade superior a 14 anos), porém muitos abusam e gostam das carinhas. Mas eu estou avisando, é que nem o celular, no início era coisa de playboy, artigo desnessário, hoje em dia é mais fundamental que o pâncreas da pessoa. Então você que tanto usa a carinha, cuidado amanhã poderá estar escrevendo "aki", "axo" (ARGH!) ou o abominável "eh".

Terça-feira, Novembro 20, 2007

Idéia Milionária do Dia

Já disse e já escrevi que tenho, não uma, mas várias idéias milionárias na cabeça. Não aplico a maioria delas, por não ter tempo ou mesmo interesse por elas. Às vezes revelo elas para amigos próximos, torcendo que eles a ponham em prática, um misto de prova real do meu ego com altruísmo e companheirismo. Algumas eu guardo para mim e outras simplesmente eu esqueço.

Hoje vou deixar uma idéia para domínio público aqui. E é bem simples. Seguinte: é só fabricar um botãozinho que tu prenda em cima da tua caixinha da net, tva, sei lá, mais o quê. Em seguida, tu colocas o tal do alarmezinho que tu fabricou junto com o botãozinho colado no controle da net. O sistema é basicamente igual ao dos telefones sem fio, quando não se encontra o aparelho, tu aperta o botão na base e toca o maldito alarme. Simples. Fabricando em larga escala, acredito que mesmo vendendo com lucro legal, sairia com preço bom. A única ameaça seria os camelôs, mas eu também teria uma estratégia para combater isso, mas estou cansado de escrever sobre isso. O moral da história é que eu nunca conheci alguma pessoa que nunca tenha perdido pelo menos uma vez na vida o controle da net. Tu por acaso conhece?

Sexta-feira, Novembro 16, 2007

...

Tenho tanta coisa em minha cabeça ultimamente, tantas coisas para dizer, pra escrever, muitos pensamentos, reflexões, idéias, passagens, lembranças, cérebro fervendo mesmo. Acho que o melhor mesmo é não escrever nada aqui.

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

A Vida é um Livro

Em época de Feira do Livro, me sinto na obrigação de escrever sobre tomates. Não, na verdade vou falar sobre livros mesmo, mais especificamente as minhas últimas aquisições. Fui um dia só na feira, e por azar era um feriado, ou seja eu tinha que brigar por cada centímetro nas bancas. Sendo assim a maioria eu comprei na Cultura mesmo, mas de qualquer jeito fica o registro. Pra finalizar eu não consigo entender porque a Feira só dura duas semanas. Podiam aumentar um pouquinho, uma semana a mais que o seja. E o que adianta escrever isso num blog? Enfim aqui vai a lista (que incrivelmente não tem nenhum título com as palavras "Cabul" ou "Segredo"):

1808 (Laurentino Gomes) – Esse é o que tô lendo atualmente. Na capa diz “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. Tô achando bacana, gosto de livros históricos. Tendo uma noção do que aconteceu no país alguns séculos atrás, entende-se muito porque ainda acontecem certas coisas, além de curiosidades bem interessantes. Vale a pena dar uma conferida.

Abusado – O Dono do Morro Dona Marta (Caco Barcellos) – Esse é um livro que muitas pessoas já me recomendaram. O repórter da Globo nos conta a história do traficante Marcinho VP.

O Carrasco do Amor e outras histórias sobre psicoterapia (Irvin D. Yalom) – É o novo livro do autor de Quando Nietzshe Chorou (como a capa frisa). Sou meio avesso a blockbusters literários, mas o do Nití eu achei interessante e por isso vou dar outra chance a psicologia semi-barata do Yalom.

Homem em Queda (Don Delillo) – Li uma reportagem bem legal na Bravo sobre esse livro. Contava como o autor se inspirava para começar a escrever suas histórias: sempre através de uma foto. A desse livro, no caso, é a de um executivo com uma pasta na mão todo empoeirado no 11 de setembro de 2001 em Nova York. A partir daí ele cria a história desse cara. A conferir.

O Jogo Imortal (David Shenk) – Não, o jogo imortal do título não se refere ao Boca e Grêmio, na verdade é o xadrez mesmo. Vi que tinha uma resenha na Veja e li só os dois primeiros parágrafos (sempre faço isso na revista, principalmente, com filmes, porque eles SEMPRE estragam muitas surpresas e muitas vezes até o final) e me interessei. Relata toda história e mística deste jogo milenar.

Os Paranormais – Mistérios do Desconhecido (sem autor) – Paguei 10 pila na feira por esse livro meio bizarro. Ele é cheio de fotos e conta mini histórias de vários paranormais do mundo. Ainda não consegui entender porque eu comprei esse livro.


Por último deixo uma dica para a grande maioria das pessoas que tem televisão no quarto: tire ela de lá. Foi o que eu fiz e o resultado não podia ser melhor, comecei a ler muito mais. Não me venham com desculpa do tipo “não consigo dormir sem deixar a tv ligada”. Isso é questão de costume e é muito mais fácil do que largar o cigarro. Sem falar que essa zapeada antes de dormir (que às vezes dura horas) acrescenta muito pouco, pra não dizer nada, para a nossa vida. Era isso, fiquem com Deus amiguinhos.

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Campeonato Mundial de Ceva

Eu sei que a maioria dos leitores deste espaço já viu o trailer deste glorioso campeonato. Mas esta é uma versão nova, com uma montagem mais dinâmica, quase um mini-documentário do acontecimento. Fiz prum site de vídeos e tal, mas taí, pra massa curtir, a VERSÃO DO DIRETOR (e ainda está um pouco censurado).

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Woody Allen

Ontem vi Crimes e Pecados, do Woody Allen e como quase sempre acontece quando vejo filmes deste genial cineasta, achei incrivelmente bom. Desde seu primeiro filme, em 65, ele praticamente mantém uma média surpreendente de um filme novo por ano. Abaixo coloco os que eu já vi com as notas que eu fiquei a fim de dar hoje (amanhã poderia ser outras). Não vou escrever que são opiniões minhas, a partir de conceitos complicadíssimos como exclusivamente meu gosto.
Um dos objetivos da minha vida é ver todos os filmes dele. Um dia chegarei lá, mas ainda faltam muitos, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.



NOTA 10

MANHATTAN (1979)
Lindo e extremamente engraçado. Se você é daqueles que tem preconceito com filmes preto e branco, você nem deveria estar lendo meu blog. Procure uma rave.

NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (Annie Hall, 1977)
Filme obrigatório pra quem conhece pouco ou muito de Allen. Foi o único dele que ganhou o oscar. Grandes merda.

NOTA 9,5
POUCAS E BOAS (Sweet and Lowdown, 1999)
Sean Penn é o segundo maior guitarrista do mundo e é cleptomaníaco. Só isso bastaria.

ZELIG (Zelig, 1984)
Que eu saiba o primeiro falso documentário da história. Genial.

DESCONSTRUINDO HARRY (Deconstructing Harry, 1997)
O melhor da fase atual do Woody. Muito foda.

NOTA 9
MARIDOS E ESPOSAS (Husbands and Wives, 1992)
Na opinião do Woody, o filme que ficou mais parecido com o que ele imaginava. Bem ao estilo Annie Hall e Manhatan. Ótimo.

CELEBRIDADES (Celebrity, 1998)
Filme que não é muito valorizado, mas eu acho muito afudê. Até o Di Caprio ta bem. O shakesperiano Kenneth Branagh interpreta o Woddy Allen da vez.

HANNAH E SUAS IRMÃS (Hannah and Her Sisters, 1986)
Bom pra cacete (estou sentido que a cada mini resenha, me repito mais)

TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE SEXO MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR (Everything You Always Wanted to Know About Sex, 1972)
Esse é de rolar de rir. O episódio dos espermatozóides é um clássico a parte.

PONTO FINAL (Match Point, 2005)
Filme sério dele e bem interessante. Só o título em português que é sofrível.

NOTA 8,5

CRIMES E PECADOS (Crimes and Misdemeanors, 1989)
Esse que eu vi ontem. Tem um quê do Match Point com comédia e uma crítica irônica ao cinema e à televisão. O produtor canastrão rouba o filme.

O DORMINHOCO (Sleeper, 1973)
O futuro por Woody Allen no início dos anos 70. Fase mais trapalhões, mas já se enxergava genialidade.

TRAPACEIROS (Small Time Crooks, 2000)
Começa muito afudê, melhora mais, mas ao final deixa desejar. Muito bom mesmo assim.


NOTA 8
IGUAL A TUDO NA VIDA (Anything Else, 2003)

MELINDA & MELINDA (2004)

Esses dois a crítica meio que malhou, mas eu acho bem bacana. O primeiro tem o american pie Jason Biggs e o segundo o Will Ferrel, os dois muito bem como jovens Woody Allens.


NOTA 7,5
A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (The Purple Rose of Cairo, 1985)
Esse muita gente gosta, mas não sei acho que não tava num dia bom quando vi.

NOTA 7
CONTOS DE NOVA YORK (New York Stories, 1989)
Apenas uma história das três é dele. Engraçado.

NOTA 6,5

O ESCORPIÃO DE JADE (The Curse of the Jade Scorpion, 2001)

SCOOP - O GRANDE FURO (Scoop, 2006)

Os dois com premissas parecidas, na minha opinião filmes menores dele. Ok, vou dar um desconto para Scoop, o último dele, já que vi dublado em um avião.


NÃO LEMBRO BEM


PODEROSA AFRODITE (Mighty Aphrodite, EUA, 1995)

TIROS NA BROADWAY (Bullets over Broadway, EUA, 1984)

Vi quando era criança, então não tenho opinião formada. Preciso reever.





Minha pequena estátua do mestre.

Próximos filmes que estão no alvo: Bananas, A Última Noite de Bóris Gushenko, Interiores e A Era do Rádio.