O Dia Mastroianni

Li e recomendo este excelente livro. É daqueles que se lê em um, dois, no máximo três dias. Não estou com saco nem com tempo de dar minhas opiniões pessoais sobre obra, quem sabe outro dia quando encontrar você em uma mesa de bar. O máximo que posso fazer é dar um ctrl C ctrl V no texto que está na orelha do livro se não me engano:
Esta tradição não tem fundamento no cinema ou na memória, mas na imaginação de João Paulo Cuenca, que depois de transfigurar Copacabana em seu elogiado romance de estréia, Corpo presente, cria um mundo fora de qualquer eixo para Pedro Cassavas e Tomás Anselmo. A dupla de personagens vaga por uma cidade tão improvável quanto seus nomes e, entre o pipoqueiro traficante que faz ponto na Praça do Duomo e a boemia do Baixo Gália, vive um pesadelo dos mais divertidos que, aos poucos, vai tornando-se cada vez mais familiar ao leitor.
Isso porque O dia Mastroianni é, em muitos sentidos, um romance de geração ou, mais exatamente, dos clichês de uma geração que, por tanto temer os lugares-comuns, acaba confundindo-se inapelavelmente com eles. Os personagens citam, elogiam-se e expõem-se ao ridículo de suas pretensões sem qualquer limite. Repete-se – mais uma vez como farsa, é claro – o mandamento número um da nossa melhor ficção: Cuenca só se serve da pena da galhofa por ser ela encharcada do toner da melancolia.






