Caipirinha & Castanholas

Quarta-feira, Julho 30, 2008

O Dia Mastroianni



Li e recomendo este excelente livro. É daqueles que se lê em um, dois, no máximo três dias. Não estou com saco nem com tempo de dar minhas opiniões pessoais sobre obra, quem sabe outro dia quando encontrar você em uma mesa de bar. O máximo que posso fazer é dar um ctrl C ctrl V no texto que está na orelha do livro se não me engano:


“Dia Mastroianni” é qualquer dia, em qualquer tempo ou cidade do mundo, em que dois amigos decidem cumprir o hilário ritual de passar 24 horas vivendo como farsa o que o mítico ator italiano imortalizou como sua persona mais típica: um dândi que flana entre mulheres e prazeres, irônico e um tanto melancólico com o tempo que escorre com pouco sentido, muito som e nenhuma fúria.

Esta tradição não tem fundamento no cinema ou na memória, mas na imaginação de João Paulo Cuenca, que depois de transfigurar Copacabana em seu elogiado romance de estréia, Corpo presente, cria um mundo fora de qualquer eixo para Pedro Cassavas e Tomás Anselmo. A dupla de personagens vaga por uma cidade tão improvável quanto seus nomes e, entre o pipoqueiro traficante que faz ponto na Praça do Duomo e a boemia do Baixo Gália, vive um pesadelo dos mais divertidos que, aos poucos, vai tornando-se cada vez mais familiar ao leitor.

Isso porque O dia Mastroianni é, em muitos sentidos, um romance de geração ou, mais exatamente, dos clichês de uma geração que, por tanto temer os lugares-comuns, acaba confundindo-se inapelavelmente com eles. Os personagens citam, elogiam-se e expõem-se ao ridículo de suas pretensões sem qualquer limite. Repete-se – mais uma vez como farsa, é claro – o mandamento número um da nossa melhor ficção: Cuenca só se serve da pena da galhofa por ser ela encharcada do toner da melancolia.

Terça-feira, Julho 29, 2008

W.

Segunda-feira, Julho 21, 2008

O Escafandro e a Borboleta




Filme lindo este francês. Muitas pessoas me perguntam se é muito triste, e eu respondo que não. A trama lembra "Mar Adentro", que por ter uma história triste por natureza, os roteiristas optaram por um clima mais leve (na medida do possível), até com um certo humor em algumas cenas. Mas sua namorada vai chorar igual (ou você). E em termos de direção O Escafandro e a Borboleta é fanstástico. Aproveite que este filme já está saindo de cartaz (provavelmente a última semana) e corra ao Unibanco Arteplex.



Outros posteres do filme. Este baixo ainda não consegui compreender.

Quarta-feira, Julho 16, 2008

Para uma quarta-feira feliz e agradável

Segunda-feira, Julho 14, 2008

Se eu fosse presidente

Já que todo MUNDO só fala da Lei Seca, e eu já estou me cansando desse assunto (e de pegar táxis), eu vou escrever sobre outro grande problema brasileiro. Aí vai.

Se eu fosse presidente eu criaria duas leis simples e polêmicas, que com certeza seriam execradas por religiosos fervosos, por retrógrados, conservadores e também por estúpidos em geral. Como eu quero distancia da política, as proponho aqui por mera análise, discussão ou falta do que fazer.

PRIMEIRA LEI: Legalizar o aborto
Não apenas legalizar o aborto, como tornar este serviço gratuito (e seguro) para a população em geral. Eu sei que esta pratica é a última emenda no quesito anticoncepção. É sempre melhor tentar informar cada vez mais sobre pílulas, camisinhas e etc. Sei também que pode ser uma experiência muito traumática para a mulher. Mas em muitos casos parece ser a decisão mais correta a ser tomada (ou pelo menos a menos errada).

SEGUNDA LEI: Restringir o número de filhos
Não sou um monstro a ponto de pensar em criar uma lei que proíba as pessoas a terem filhos. Nesta lei seria liberado duas crianças por mãe (talvez até uma, isso teria que pensar melhor). Porém se a família desejasse ter um terceiro filho, deveria provar que tem o mínimo de renda para sustenta-lo. Muitos iriam me atacar por ser elitista, preconceituoso, blábláblá, mas o que estes pensam a respeito de famílias miseráveis que já tem 7 filhos passando fome e a mãe está grávida do oitavo? É, pode parecer uma lei um pouco branda, eu particularmente sou contra qualquer tipo de proibição de direitos, mas há males que vem para o bem.

Tenho certeza que em 15 anos, com essas duas leis, diminuiria muito a miséria do país.

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Famílias Estranhas, Filmes Bons

Volta e meia o circuito semi-independente norte-americano vem com filmes de famílias problemáticas. E eu costumo gostar. É um tema que por mais que pareça não é nada repetitivo. Wes Anderson costuma bater muito nessa tecla e seu amigo e seguidor Noah Baumbach (co-roteirista do Life Aquatic) faz o mesmo. Seu primeiro filme mais conhecido como diretor A Lula e a Baleia (2005) é de uma família excêntrica (autobiográfica de Noah), e é excelente. Seu mais recente que aluguei esses dias é Margot e o Casamento (2007), sobre, imaginem, uma família estranha.



Estrelado por Nicole Kidman, em ótima atuação (chega dar raiva de tão louca que é seu personagem), ela tem uma grande química com sua irmã na tela, Jeniffer Jason Leigh.
Jack Black, o coadjuvante de luxo, rouba a cena como cunhado da Nicole, e manda muito bem em um filme sério, como já fizeram outros comediantes como Jim Carey e Will Ferrel. O gurizinho do filme também é excelente. Como podem imaginar, recomendo a película.




O outro filme de família problemática bacana que vi essa semana é o Família Savage (The Savages). Philip Seymour Hoffman está genial como sempre. Gosto deste ator desde que o vi em Felicidade, muito tempo antes dele levar seu oscar. Só a sua presença já é quase garantia de filme bom (de fato a maioria de sua filmografia é impecável). Laura Linney, outra grande e veterana atriz (que também fez A Lula e a Baleia, citado acima), é quem conduz o filme. Como de hábito, não vou revelar nada sobre a trama. Só digo uma coisa, o final mata a pau. Eu, como, roteirista tenho que aprender a fazer finais bons, que fujam do clichê. The Savages é uma grande referência.

Terça-feira, Julho 01, 2008

MAIS BRUNO

Aí vão o Bruno #3 e o Bruno#4.

Todos estarão la no site oficial do cara. Sei que de repente pra maioria que já conhece as tiras, as primeiras animações não tenham tanta graça, mas pretendo em um futuro próximo publicar inéditas animadas.

Depois do Garoto Nintendo SixtyFoooooour...

Foda.